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Campanha da Fraternidade

em quarta-feira, 9 de março de 2011

A Campanha da Fraternidade (CF) 2011 trata da questão urgente da preservação da natureaza: "Fraternidade e vida no planeta". A Nível de Regional Nordeste II a abertura se dará em Natal com Missa concelebrada por bispos e presbíteros na Catedaral Metropolitana no dia 12/03 às 8h.

Em nossa Paróquia a abertura será no Domingo, 13 de março, na Comunidade de Timbó onde a CF deve sua primeira experiencia. Todas as comunidades  deverão estar presentes. A programação é a seguinte:

18h - Santa Missa na frente da Capela
19h - Palestra sobre o Tema: "Fraternidade e vida no planeta".
19h30min. - Vídeo da CF e apresentações.

Atenção: Neste domingo só haverá Missa na Matriz às 8h da manhã.



 Apresentamos artigo do cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, sobre o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja do Brasil. O texto foi veiculado na edição desta semana do jornal “O São Paulo”. 
* * *
CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador
A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.
As conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. É difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.
A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na Terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011. 
Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador. Professamos a fé no Deus, Criador do Céu e da Terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na Terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo. 
Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus... Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Sl 8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte. 
O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido... A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo
Fonte:  http://www.zenit.org/article-27439?l=portuguese


 


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Cinzas e Quaresma

em sábado, 5 de março de 2011

Artigo publicado na Tribuna do Norte em 04 de Março de 2011  http://tribunadonorte.com.br/noticia/do-po-para-a-vida/174539



Do pó para a vida
            Toda pessoa humana, crente ou não crente, tem consciência de sua finitude, ela sabe que tem um limite e um fim. Um dia nossos dias na terra serão encerrados e esperamos por uma realidade que dê continuidade a nossa vida, que muitas vezes é marcada por fraquezas e, usando uma linguagem mais teológica, por pecados. Cada ano, iniciamos a Quaresma com um ritual cheio de significado para algumas religiões, entre elas o cristianismo: as Cinzas. Na quarta-feira após o carnaval, celebramos a “Missa de Cinzas” para recordar nossa limitação, faltas, omissões e, consequentemente, a necessidade de penitencia e purificação. Faz-se necessário esclarecer que as “Cinzas” não são algo mágico ou supersticioso que se recebe para limpar-se dos excessos do carnaval. Essa visão, embora difusa, foge de longe do real significado do ritual das cinzas.
             O pó das cinzas remete ao livro do Gênesis 3, 19: “comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar”. Ao longo da milenar experiência do amado povo judeu, nossos irmãos mais velhos, foi-se desenvolvendo o conceito e a prática do uso das cinzas como sinal de purificação; um exemplo emblemático está no livro de Jonas, quando a cidade  de Nínive fora ameaçada de destruição e corria o risco de entrar para a história sagrada com o mesmo destino de Sodoma e Gomorra. Avisados pelo profeta, o rei, os príncipes, todo o povo e, simbolicamente, até os animais fazem penitencia e usam cinzas numa atitude de humilde arrependimento: “o rei levantou-se do seu trono, tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre as cinzas. Em seguida, foi publicado este decreto: ‘ (...) Todos clamem a Deus em alta voz, deixe seu mau caminho e converta-se da violência que há em suas mãos’” (Jonas 3, 8).
            Ao impor a cinzas o ministro católico repete as palavras de Jesus, que dão todo sentido à celebração: “convertei-vos e crede no Evangelho”. As cinzas significam, pois, o humilde reconhecimento de nossa pequenez e a constante necessidade que temos de revisar nossos passos em busca de uma vida mais coerente, mais humana e disposta a interagir e proteger as outras formas de vida presentes no planeta como coloca em pauta a Campanha da Fraternidade neste ano. E isto, certamente, vale para todos independente de sua prática religiosa. Se assim o é, vale ainda mais para os católicos que são convidados a uma renovação profunda durante o período quaresmal como exortou o Papa Bento XVI na sua anual mensagem para a Quaresma: “o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é ‘fazer-se conformes com a morte de Cristo’ (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo”. Só assim passaremos do pó para a luz da Ressurreição e a vida divino-humana será abundante em nós! 
 (Pe. José Lenilson de Morais).





           


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Carnaval



Vários autores explicam o nome Carnaval a partir do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; o que significa que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.
O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo antes da Quaresma (domingo da Qüinquagésima), o título de “dominica ad carnes levandas”; o que teria gerado “carneval” ou carnaval.  Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se fazer um cortejo com uma nave, dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de  donde teria vindo a forma Carnavale.  Não é fácil saber a real origem do nome.
As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno.
Eram festas religiosas, dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de com esses ritos expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano. Por exemplo, para exprimir o cancelamento das culpas passadas, encenava-se a morte de um boneco que, depois de haver feito seu testamento e um transporte fúnebre, era queimado ou destruído.  Em alguns lugares havia a confissão pública dos vícios. A denúncia das culpas muitas vezes se tornava algo teatral, como por exemplo, o cômico Arlequim que, antes de ser entregue à morte confessava os seus pecados e os alheios.
Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”. Como essas demonstrações de alegria tornaram-se subversivas da ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C. resolveu combater os bacanais e os seus adeptos acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.
Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs.
Quando o Cristianismo surgiu já encontrou esses costumes pagãos. E como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria desde que não se tornem pecaminosas, os missionários ao invés de se oporem formalmente ao Carnaval, procuraram cristianiza-lo, no sentido de  depura-lo das práticas supersticiosas e mitológico. Aos poucos as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidade do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Por fim, as autoridades da Igreja parecem ter conseguido restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas.
Portanto, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno existente, e procurou subordina-lo aos princípios do Evangelho. A Igreja procurou também incentivar os Retiros espirituais e a adoração das Quarenta Horas nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas. Sobretudo a Igreja fortaleceu a Quaresma.
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Mulheres precisam ser mais valorisadas

em sexta-feira, 4 de março de 2011


Vivendo o mês em que se comemora o Dia internacional da Mulher (08 de março) nos chegam notícias lamentáveis:

 "As mulheres ainda recebem salários mais baixos que os homens para exercer as mesmas funções. O dado foi evidenciado durante a cerimônia de encerramento da 55ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Ao longo de duas semanas, representantes de vários países debateram formas de enfrentar os desafios que são postos a mulheres e meninas na sociedade atual. Entre estes a igualdade de gênero, a educação de mulheres e crianças e o acesso a empregos qualificados.

Em entrevista à Rádio ONU, a professora da Unicamp Emma Siliprandi, falou sobre a situação brasileira. Ela afirmou que a renda das mulheres, em geral, para as mesmas funções, é menor em 30% que a dos homens. E o acesso a bens e a cargos de poder, seja nas empresas, seja no setor público, segundo a professora, é infinitamente menor".
( Fonte: http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=467337)

Nossa Paróquia agradeçe e louva ao Senhor por todas as mulheres e abre suas portas para elas, das quais Maria é modelo singular. Parabéns!!!
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O CONVITE AO BOM USO DA INTERNET

em segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

 
Declaração foi feita pelo Pontífice nesta segunda-feira em reunião do Conselho Social para as Comunicações. Foto: AFP 
 
Bento XVI acredita que internet oferece riscos à população
Declaração foi feita pelo Pontífice nesta segunda-feira em reunião do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, no Vaticano
Foto: AFP


Bento XVI declarou nesta segunda-feira que a população corre alguns riscos com o uso da internet, como perda de privacidade e a superficialidade das relações. Ele também expressou o medo de que a opinião mais convincente prevaleça sobre a verdade. No discurso, dirigido nesta segunda aos participantes da reunião do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais sobre o tema "Linguagem e Comunicação", o papa assinalou que as novas tecnologias não só estão mudando o modo de comunicar, mas também estão propiciando uma vasta transformação cultural. O Bispo de Roma garantiu que as novas tecnologias estão proporcionando um novo modo de aprender e de pensar, assim como uma nova linguagem.
Bento XVI acrescentou que por isso é necessário, de maneira urgente, uma reflexão sobre as linguagens surgidas a partir das novas tecnologias e que o ponto de partida é a revelação, "que nos testemunha como Deus comunicou suas maravilhas na linguagem e na experiência real dos homens, segundo a cultura de cada época". "A fé sempre penetra, enriquece, exalta e estimula a cultura e por isso é preciso escutar a linguagem dos homens de nosso tempo para acompanhar a obra de Deus no mundo", manifestou.
O Pontífice acrescentou que a cultura digital abre novos desafios à capacidade da Igreja de falar e de escutar uma nova linguagem que fale da transcendência e lembrou que Jesus no anúncio do Evangelho utilizou os elementos da cultura e do ambiente de seu tempo. Nesta segunda-feira, acrescentou o papa, os cristãos estão chamados a descobrir na cultura digital os símbolos e metáforas que possam ser úteis para falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo.
Bento XVI lembrou aos presentes sua mensagem por causa do 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2011, que será realizada em 5 de junho, no qual ressalta que a internet não pode substituir o contato direto entre as pessoas e que as novas tecnologias precisam estar a serviço do bem da pessoa e da humanidade inteira. Nessa mensagem, o papa pede aos jovens "bom uso" das redes sociais, que estas não sejam um instrumento para reduzir as pessoas a categorias, que tenta manipulá-las emotivamente e que permite aos poderosos monopolizar as opiniões dos demais (Fonte: Terra)
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Livro revela artimanhas para tentar calar Bento XVI

 

Bento XVI é atacado porque luta contra o relativismo


Apresentado em Roma livro do jornalista italiano Aldo Maria Valli


Roma, domingo, 27 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O livro "A Verdade Sobre o Papa. Por que o atacam e por que ele tem de ser ouvido", escrito pelo jornalista do Vaticano, Aldo Maria Valli, do principal noticiário da emissora italiana RAI, foi apresentado esta semana no Instituto Don Nicola Mazza, em Roma.
O evento foi moderado pelo jornalista Lorenzo Fazzini e ilustrado pelo autor e pelo presidente do Instituto de Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi.
"Por que o Papa atual é o homem público mais atacado de todos? Por que suas palavras são objeto de tanta manipulação? - perguntou-se Valli. Porque, no centro do seu magistério - respondeu -, há uma batalha contra o relativismo, uma batalha feita com tom tranquilo e gentil, mas que se centra no problema do homem atual. É uma convergência de interesses e pessoas que não querem que o homem levante a questão da verdade para que, assim, possa ser facilmente manipulado."
Este foi o tema central do livro, ilustrado com diversos exemplos da experiência, em primeira pessoa, do jornalista.
Este Papa "conquistou-me com sua racionalidade e simplicidade", indicou, ao apresentar "a questão mais profunda de temas cruciais como a liberdade e a verdade, e porque nos convidou a interrogar-nos sobre essas grandes questões".
Valli disse que "os ataques ao Papa se devem ao fato de que ele levanta diversas perguntas, nas quais o problema da verdade é absolutamente central, porque é uma autêntica batalha contra o relativismo".
Isso acontece, acrescentou, "porque o que permeia nossa cultura e mentalidade atuais é que a verdade não existe e que, ao limite, é possível aproximar-se em maior ou menor grau, dependendo das experiências vividas."
"Com grande simplicidade - prosseguiu -, o nosso Papa indica que a verdade existe e que, se ela não for buscada, não é possível ser plenamente humano. Ensina que o homem tem esse anseio e que, se este lhe for negado, uma parte do seu ser será amputada". E assim, "se não se identifica este problema de fundo, não é possível compreender seu pontificado", disse ele
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Mais dois sacerdotes assassinados

em sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

 

México: assassinato de sacerdote, reflexo da violência



Morto provavelmente em uma tentativa de roubo à paróquia


ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O assassinato de um pároco mexicano registrado esta semana é “um reflexo da corrupção, da mentira e da situação social imoral que gera violência”.
Foi o que afirmou o bispo de Tuxpan Veracruz, Dom Juan Navarro Castellanos, em uma nota à agência vaticana Fides, em que comenta o homicídio do padre Santos Sánchez Hernández, 43, cujo corpo foi encontrado na casa paroquial.

O assassinato ocorreu na noite de 21 para 22 de fevereiro, na comunidade paroquial de Mecapalapa, no estado mexicano de Puebla.

Para Dom Navarro Castellanos, tudo indica que alguém entrou na casa do padre para roubar. Ao ser descoberto, o bandido agrediu gravemente o sacerdote, que não resistiu aos ferimentos.

O bispo condenou o clima de violência e insegurança no México, definindo o assassinato do pároco como “reflexo da situação imoral das instituições” e da “desordem ética e social”.


Brasil: padre é assassinado em Montes Claros



Pe. Romeu Drago, 56, administrador da quase-paróquia de Nossa Senhora do Carmo


SÃO PAULO, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Foi assassinado no sábado, dia 19, o padre Romeu Drago, de 56 anos, administrador da quase-paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na arquidiocese de Montes Claros (Minas Gerais, sudeste do Brasil).
Segundo informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o corpo do religioso, que estava desaparecido desde sábado, foi encontrado carbonizado no domingo, às margens da rodovia estadual MG-122, a 25 quilômetros da cidade.

A polícia acredita que o sacerdote teria sido assassinado dentro de casa e depois levado até a rodovia pelos bandidos. Indícios apontam que o padre foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), já que seu automóvel foi levado, além de outros pertences.

Em nota, o arcebispo de Montes Claros, Dom José Alberto Moura, lamentou a morte do sacerdote e a falta de segurança nas cidades. “Lastimamos o fato e a situação de insegurança em que vivemos”, afirmou.

Os restos mortais do padre Romeu serão levados para sua terra natal, Marilândia, no Estado do Espírito Santo.

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Fé é elemento de felicidade

 

Mulheres que frequentam Igreja são mais felizes



Mostram também maior resiliência diante de acontecimentos negativos


ARLINGTON, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Um estudo recente mostra que as mulheres que frequentam regularmente a Igreja são mais imunes aos altos e baixos da vida, e geralmente são mais felizes.
Alexander Ross, do Instituto de Ciências Psicológicas, é o autor da pesquisa, que teve como objetivo investigar o grau de felicidade das mulheres americanas nos últimos 36 anos.
Ross descobriu que ir regularmente à igreja é um fator significativo na felicidade das mulheres. Verificou-se, de fato, que uma inflexão desta frequência no período 1972-2008 teve um impacto direto sobre a felicidade das mulheres que participaram do estudo.
"A queda da frequência ao longo do tempo, um comportamento associado a uma menor felicidade geral, explica, em parte, o declínio da felicidade das mulheres", sublinhou Ross.
Mudanças sociais
Da mesma forma, as mulheres que afirmam frequentar regularmente a igreja parecem mais imunes aos elementos que causaram o declínio geral da felicidade.
"Dado que as mudanças que a nossa sociedade tem sofrido nas últimas décadas têm tido um impacto negativo sobre a felicidade das mulheres - disse Ross -, a análise permite concluir que as mulheres que frequentam a Igreja são menos sensíveis a este impacto."
O estudo, publicado no último volume da Interdisciplinary Journal of Research on Religion, também mostra uma diminuição na prática religiosa dos homens, no mesmo período, mas que não corresponde a um declínio significativo na felicidade masculina. Ross explicou que isso poderia ser devido ao fato de que as mulheres mudaram seus hábitos sobre a prática religiosa ao longo dos anos, muito mais drasticamente do que os homens. Essa diminuição na frequência da participação nas igrejas nas mulheres também é mais consistente do que a os homens.
O especialista também destacou que, "embora as expectativas sobre os papéis entre homens e mulheres tenham mudado nas últimas décadas, pode-se dizer que mudaram mais radicalmente para as mulheres".
"No contexto de uma maior sensação de desintegração social, talvez as mulheres tenham se beneficiado mais do que os homens da influência estabilizadora de uma visita regular à igreja."
"Santo Agostinho não ficaria surpreso com o que descobrimos, porque ele ensinou que o maior bem para a humanidade é Deus", concluiu Ross.
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CNBB fala sobre os "Reality Shows"

em sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nota da CNBB sobre ética e programas de TV




BRASÍLIA, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a nota que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou nesta quarta-feira sobre ética e programas de TV. 
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Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1o, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Secretário Geral da CNBB
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em quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aumenta número de ordenações sacerdotais no mundo


Confirma o Anuário Estatístico da Igreja


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O número de sacerdotes ordenados no mundo aumentou, enquanto o dos que renunciaram ao exercício do sacerdócio caiu acentuadamente.
Isto foi revelado pelo L'Osservatore Romano, antecipando algumas informações do Annuarium Statisticum Ecclesiae 2009, elaborado a cada ano pelo Escritório Central de Estatística da Igreja e publicado pela Libreria Editrice Vaticana. O anuário será apresentado nos próximos dias no Vaticano.
As estatísticas oficiais mais recentes referem-se a 2009. O número total de sacerdotes nesse ano era de 410.593, dos quais 275.542 eram membros do clero diocesano e 135.051, do clero religioso. Em 1999, os números eram de 405.009 sacerdotes, 265.012 dos quais eram diocesanos e 139.997, religiosos.
A incidência do clero diocesano e do clero religioso não se alterou significativamente: 65% versus 35%, respectivamente, em 1999; 67% e 33%, respectivamente, em 2009.
O número total de sacerdotes no mundo em 2009, em comparação com 1999 - também informou L'Osservatore Romano -, experimentou um crescimento de 1,4%, resultante do aumento de 4% do clero diocesano e uma diminuição de 3,5% do clero religioso.
O percentual diminuiu na América do Norte (cerca de 7% para o clero diocesano e 21% para o clero religioso), na Europa (9%) e na Oceania (4,6%). Em contraste, os sacerdotes africanos aumentaram (38,5%), bem como os da Ásia (30,5%) e os diocesanos da América Central e do Sul.
Em contrapartida, na África e na Ásia, o clero religioso tem diminuído. A distribuição por continentes do clero em 2009 ainda se caracteriza por uma forte predominância de sacerdotes europeus (46,5%), que são cerca de 56% a mais que os americanos. O clero da Ásia é estimado em 13,5%; da África, em 8,9%; e da Oceania, em 1,2%.
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