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Palavra do Arcebispo ao fiéis

em segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Santuário de Santa Rita de Cássia
 
 

Caríssimos irmãos e irmãs

A ação missionária-evangelizadora nos vários santuários instituídos de nossa Arquidiocese e em outros locais de peregrinação em diversas paróquias, faz parte do projeto arquidiocesano de dinamização dos santuários, e da implantação da “Pastoral das Romarias”. Queremos tornar os lugares de peregrinação espaços de acolhimento humano e divino, conscientes de estarmos respondendo aos apelos do Documento de Aparecida, que apresenta a devoção popular como uma riqueza do nosso continente e, ao mesmo tempo, lugar de encontro com Jesus. Desejamos acolher a nova realidade do turismo religioso, colocando-nos na rota turística do nosso Estado, do nosso País e do mundo, investindo no aspecto religioso. O que podemos oferecer, além das estruturas, do comércio de artesanatos e outros produtos aos que visitam nossos santuários? Nossa fé, nossa esperança e nossa caridade fraterna; o exemplo dos nossos santos e o nosso próprio testemunho cristão.

No dia 11 de outubro do ano passado, em visita pastoral à Paróquia de Santa Rita de Cássia de Santa Cruz, instituímos, por decreto, o Santuário de Santa Rita. A estrutura física do santuário, ainda em construção, foi inaugurada no dia 27 de junho último e passou a receber os devotos em peregrinação. O espaço, muito bem estruturado, com praça do romeiro, capela, sala de ex-votos, auditório, restaurante, lanchonete, lojinhas, com o apoio de banheiros e estacionamento, tendo como centro a grandiosa imagem de Santa Rita de Cássia, tem atraído milhares de fiéis. É um fenômeno religioso, pela devoção à Santa das Causas Impossíveis, e, ao mesmo tempo turístico, pelo monumento, a maior estátua católica do mundo.

Na comemoração deste primeiro aniversário do Santuário, com a Romaria da Gratidão, queremos bendizer a Deus pelo bem que tem feito à nossa Igreja, pelos milhares de fiéis que reencontraram o caminho para a verdadeira vida a partir das missas, bênçãos e orações, das confissões nas peregrinações e romarias. Desejamos que aqueles que aqui fizeram a experiência de Deus comprometam-se com a vivência do seu batismo em suas comunidades paroquiais. Con-gratulo-me com os paroquianos de Santa Cruz, padres, diácono, religiosas e leigos voluntários nas diversas equipes de serviço que se dedicaram neste primeiro ano, bem como as autoridades que apoiaram os eventos promovidos pelo santuário.

Pela intercessão de Santa Rita de Cássia, que Deus os abençoe agora e sempre.
Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal
 
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Palavra do Pároco aos fiéis

em domingo, 10 de outubro de 2010

Aborto, eleições e acordão
           

Tenho acompanhado atentamente os recentes debates políticos envolvendo várias questões, entre elas a do aborto. Foi, sem dúvida, a exposição sobre delicado tema que empurrou as eleições para o Segundo Turno, o que é muito positivo para que o brasileiro possa aprofundar suas opções e não “chorar o leite derramado”. O problema que vejo no caso do aborto é que a questão é tratada emotivamente, sem um real aprofundamento. A pergunta fundamental não deveria ser se fulano(a) é a favor ou contra o aborto, se o aborto é questão de fé ou de saúde pública. Mais do que científica, estatística ou teológica, a interpelação deveria ser filosófica ou antropológica: é permitido ao um ser humano tirar a vida de outro em algum estágio do seu desenvolvimento? A legalização da destruição de uma vida inocente, torna moralmente aceitável um ato, em si mesmo, contrário à dignidade da mãe e do filho? O feto é apenas “uma parte do corpo da mulher” ou outro ser vivo dotado de um código genético aberto e programado ao pleno desenvolvimento? É triste perceber como por parte dos legisladores, dos cientistas e até dos representantes religiosos, o aborto é tratado de modo meramente positivista, fideísta e artificial. Os cristãos e todos os humanos sensatos deveriam se posicionar claramente contra o aborto não por uma questão de fé, de bíblia, ideológica ou partidária, mas unicamente por causa da vida dos inocentes que está em jogo. E aqui não vale jogar sujo contra as igrejas, recordando-lhes os pecados de seus membros ou afirmando que esta é uma questão que não lhes compete.
Em um país dito democrático, onde se é permitido defender até a legalização da maconha, onde a pornografia e a pornofilia velada está presente em toda esquina e em inúmeros repertórios musicais, as igrejas cristãs têm o direito de se pronunciar, ainda que não seja através dos seus organismos oficiais. Se o debate não é feito de modo profundo e com exigência de posições claras (sem artificialismo) poderemos depois lamentar pelo “grito” que não foi dado. Infelizmente, na grande massa da população, as decisões na hora do voto ainda são regidas “pelo cabresto”, e este agora se chama “bolsa família”, instrumentalizado por uns e por outros para subjugar pelo medo a vontade dos pobres. No cenário nacional o mais triste é ver que “os cristãos não são mais cristãos”. Obviamente, não me refiro à população como um todo, mas a muitos dos homens públicos – inclusive religiosos – que usam o nome de católicos, evangélicos, assembleianos, batistas, “universalistas”, “valdomiristas”, mas não se comprometem, na realidade concreta de suas vidas, com a causa do Evangelho de Jesus: o respeito, a dignidade e o valor da vida humana em todas as suas fases. É triste ver profissionais, políticos, educadores católicos que não passaram da catequese de Primeira Eucaristia. Qual o futuro da igreja? das igrejas? da “nação cristã brasileira”? O aborto será aprovado! Ganhando os que “serram privatizando” ou os que “distribuem bolsas”, o aborto chegará. Basta um acordão! O Brasil gosta de imitar as “nações desenvolvidas”. Só nos resta perguntar: quem gritará o grito dos inocentes sufocado pela mão destruidora do homem?
Pe. José Lenilson de Morais
Pároco de Nísia Floresta

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Comunicado Paroquial

em sábado, 9 de outubro de 2010



REUNIÃO COM AS COMUNIDADES CRISTÃS



9h – Acolhida, animação e oração inicial
9h – Formação: Estudo sobre o papel das comunidades cristãs e dos leigos (CNBB)
10h – Reflexão por Setor (questionário abaixo)
10h30 – Breve Plenária
11h – Comunicações e orientações do Pe. José Lenilson
·         O Museu Nísia Floresta
·         O Dízimo da Matriz e das outras Comunidades / Ofertas das Missas (comunitária, intencional). Data da entrega do dízimo: máximo dia 05 do mês seguinte.
·         As FESTAS DOS PADROEIROS
·         A CONTABILIDADE DA ARQUIDIOCESE: notas fiscais, conta única, controle em livro
·         Responsabilidade de todos pela ParóquiaRede de Comunidades
·         As capelas em construção ou reformas
·         A honestidade nas pequenas coisas
·         O trabalho em conjunto (não causar divisões)
·         Quando os agentes são os primeiros a colocar os fiéis contra o pároco...
·         Missão veraneio
·         Festa de Nossa Senhora do Ó – Peregrinação de quadros, outros
·         Comemorações dos 200 anos do nascimento de Nísia Floresta
·         Dia de Nossa Senhora Aparecida e 5 anos de sacerdócio.
·         Novo Material do dízimo (gráfica), Coordenação, levantamento em cada comunidade (nome do dizimista e número do carnê). Nada de omissão. Entregar até 10 de novembro.
·         Missas: Matriz e Comunidades
12h30 mim – Almoço.
QUESTIONÁRIO
1)      O que entendemos por Comunidade Cristã ou Comunidade Eclesial de Base?
2)      Nossa comunidade vive o princípio da comunhão ou estamos divididos?
3)      O que precisa ser feito de mais urgente para a evangelização no SETOR?
4)      Que sugestões damos para o melhor atendimentos da Paróquia às comunidades?
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Fiéis fazem Romaria da Gratidão

em sexta-feira, 8 de outubro de 2010


A paróquia de Santa Cruz e o Santuário de Santa Rita realizarão a Romaria da Gratidão, durante todo o dia de terça-feira, 12 de outubro. É uma forma de agradecimento a Deus pela instituição do Santuário de Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz, criado em 11 de outubro de 2009, por decreto do Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo.

As atividades começarão com missa, às 7h30, na Matriz de Santa Rita, comemorando os 16 anos de trabalhos da Pastoral da Criança na paróquia. No final da celebração, os fiéis acolhem a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. No Santuário, há celebrações às 10 e às 15 horas, com a participação dos romeiros.

Fonte: www.arquidiocesedenatal.org.br
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Comunicado a todos os Paroquianos

em quinta-feira, 7 de outubro de 2010

             
ARQUIDIOCESE DE NATAL
PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó
NÍSIA FLORESTA - RN


Comunicado sobre o Projeto do Museu Nísia Floresta



Eu, Pe. José Lenilson de Morais, responsável canônico da Paróquia de Nossa Senhora do Ó da Arquidiocese de Natal, venho por meio deste comunicar a todos os Paroquianos, Autoridades e Interessados o que se segue:
1)    Ao tomar posse nesta Paróquia no dia 29 de julho do ano corrente, fui informado que o meu antecessor, Pe. Inácio H. Teixeira, havia assumido uma parceira com o CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E COMUNICAÇÃO POPULAR – CECOP – para a implantação de um Museu, dedicado especialmente a Nísia Floresta. A parte que caberia a Paróquia seria a concessão de um prédio por 20 (vinte) anos.
2)    Depois de receber várias vezes representantes do CECOP, do Fórum de Cultura, do Conselho Tutelar e, também, depois de um encontro aos 28 de setembro de 2010 às 10h na Promotoria de Justiça de nossa Cidade, onde também estava presente o Prefeito Municipal, propus-me em honrar o compromisso assumido por meu predecessor para zelar pelo o nome da Instituição. Ficou em aberto o local para transferência da Secretaria de Educação, que funciona no Prédio da antiga “Casa Marista” com contrato de aluguel de 2 (dois) anos.
3)    Neste tempo, li atentamente o Projeto do Museu Nísia Floresta, fui procurado, questionado e fortemente interpelado por inúmeros paroquianos, consultei o Conselho Paroquial para assuntos Administrativos e Econômicos, conversei com o Arcebispo Dom Matias Patrício de Macêdo, com a assessoria jurídica da Arquidiocese na pessoa do Advogado Dr. Vital Bezerra e, ainda, com o Vigário Geral da Arquidiocese, Pe. Aerton Sales da Cunha. Todos demonstraram preocupação e desaconselharam o prosseguimento da referida parceria por parte da Paróquia, justificando principalmente que a perca do aluguel do “Casa Marista” redundaria em prejuízos para a Paróquia, inclusive comprometeria parte de suas responsabilidade sociais para com os funcionários ou mesmo a manutenção de suas atividades evangelizadoras.
4)    Venho, pois, COMUNICAR A TODOS OS INTERESSADOS, que para preservar o patrimônio que não pertence a mim, mas a pessoa jurídica da Paróquia de N. Senhora do Ó, estou – em nome desta Instituição Católica – formalmente rompendo com a parceria para a implantação do Museu Nísia Floresta, deixando a inteira liberdade ao CECOP e aos Gestores do Município de buscar outra alternativa.

Finalmente, desculpo-me pelo transtorno causado a todos e reafirmo nossa abertura para novos trabalhos em conjunto, desde que assumidos em nossa administração e com a aprovação escrita do Conselho Paroquial.

Nísia Floresta/RN, 07 de outubro de 2010


Pe. José Lenilson de Morais
Administrador Paroquial
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Diáconos farão retiro antes da ordenação

em quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os 13 diáconos da Arquidiocese de Natal que serão ordenados neste mês farão o retiro no período de 11 a 15 de outubro, no convento dos Franciscanos, em Lagoa Seca-PB. O pregador será o Bispo de Campina Grande-PB, Dom Jaime Vieira Rocha. Eles farão o retiro exigido para a ordenação presbiteral, que ocorrerá no dia 21 deste mês, às 17 horas, na Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, de Natal.


O Arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo, será o presidente da celebração e ordenante. Dos 13, dois são da Associação dos Filhos de Sant’Ana: Diác. Eliano Firmino Oliveira e Diác. Fábio José Costa. Os outros 11 diáconos são da Arquidiocese de Natal: Cidinei Firmino da Silva, César Luiz Lima de Morais, Fábio Pinheiro Bezerra, Helenildo Marques de Morais, Ivanilson Alexandrino, Janilson Francisco de Macêdo, João Maria Dias da Silva, João Paulo Costa da Silva, José Pereira da Silva Neto, Leilson Leandro da Silva e Severino da Silva Neto.
Fonte: www.arquidiocesedenatal.org.br
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Palavra do Pároco aos fiéis

em terça-feira, 5 de outubro de 2010

Reavivar a chama da fé

 Caros irmãos e irmãs,
Quando era adolescente e estava nos primeiros anos de Seminário participei de um acampamento organizado por Escoteiros. Era um encontro só para seminaristas que desejavam conhecer o escotismo. Lá, as margens da Lagoa de Extremos, aprendemos regras básicas e fundamentais da convivência humana como a honestidade, a verdade e a justiça. Durante a noite nos reuníamos em torno de uma fogueira acesa segundo uma tradição própria do escotismo. A fogueira nos aquecia e motivava a partilha das experiências. Também quando fazia o Curso de Teologia na Itália visitei várias casas que não tinham aquecedor elétrico e sim a famosa lareira. Perto delas as famílias se reuniam para fugir do frio. De fato, quando estamos expostos ao vento ou ao intenso frio sentimos necessidade do fogo aquecedor.
         Para o cristão, independente de sua Igreja ou Congregação, a fé é como o fogo que nos motiva a resistir ao gelo da indiferença religiosa e aos ventos frios da incoerência de vida. São Paulo advertiu ao seu irmão Timóteo com as seguintes palavras: “Exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste” (2Tm 1,6). Reavivar a chama cristã, deixar que Deus reacenda no mundo, em nossa Paróquia e, principalmente, em nossos corações o dom batismal da fé para que tudo seja renovado é o que desejamos e urgentemente clamamos ao Espírito do Senhor. Se a chama da fé aumentar dentro de nós, tudo será diferente: nossas escolhas (inclusive políticas como as do último Domingo e do próximo dia 31), nossas palavras, nossas obras e nossas orações ganharão força e gosto, e deste modo, amaremos ser cristãos, teremos orgulho deste nome. Assim seja!

Pe. José Lenilson – Pároco

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Palavra do Arcebispo aos fiéis

em domingo, 3 de outubro de 2010

Dia das eleições

Caríssimos irmãos e irmãs,
Hoje, três de outubro, recordamos que, num dia como esse, há 365 anos, na Capela de Cunhaú, acontecia o morticínio do Pe. André de Soveral e vários fiéis leigos que participavam da Santa Missa.
Devido às eleições gerais que acontecem neste dia estivemos celebrando no domingo passado com grande festa o louvor a Deus por estes irmãos nossos que em nome da fé entregaram sua própria vida.
Hoje, estaremos voltados para eleger os nossos representantes tanto para o Executivo – Federal e Estadual – como para o Legislativo também Nacional (parte do Senado e os Deputados Federais) e Estadual.
É preciso estarmos atentos. Temos nas mãos o poder de escolher como será o nosso destino nos próximos quatro anos. Precisamos olhar a realidade que estamos vivendo e projetar qual o futuro que desejamos viver.
Temos que buscar em nossa consciência quais os critérios cristãos para a escolha de quem será merecedor do nosso voto. Critérios que estão contidos na Cartilha lançada pela CNBB para as eleições deste ano: O Chão e o Horizonte.
Estamos diante de uma realidade que se apresenta preocupante. A economia produtivista e consumista que se acelera cada vez mais leva a uma crise ecológica com o aquecimento global, a rápida extinção de espécies, a perda de cobertura nativa (através do desmatamento), a desertificação dos oceanos, o esgotamento de reservas fósseis e a acumulação de lixo.
No Brasil, cerca de 100 mil pessoas formam um pequeno grupo de milionários, e pouco menos de 20 milhões de pessoas perfazem as chamadas classes “a” e “b”. Apresenta-se, porém, um crescimento considerável da classe “c” que movimenta o mercado interno por sua demanda de consumo.
Diante desse quadro, é preciso voltar os olhos para o futuro, de modo a não ficarmos presos ao hoje. Não podemos cair no extremo de transformar a eleição em um plebiscito pelo estado mínimo ou desenvolvimentista, nem no outro extremo que é buscar candidaturas que resolvam todas as grandes questões que enfrentamos.
Precisamos pensar nos pobres na hora de dar o nosso voto. A pobreza continua grande e é preciso buscar caminhos que produzam vida digna para todos.
É preciso analisar se os nossos candidatos têm consciência ecológica e o desejo de buscar um outro modelo de desenvolvimento, voltado não para o lucro, e sim, para a vida, não para a produção ilimitada, mas para a humanidade, onde se produza aquilo de que precisamos sem destruir a terra.
Ao sair de casa, para depositar o seu voto, reflita se o seu candidato – ou candidata - alguma vez tratou do tema da dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus e da busca do bem comum.
Que Deus nos abençoe hoje e sempre.

Dom Matias Patrício de Macêdo
Arcebispo Metropolitano de Natal
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CNBB faz campanha de doação de Bíblias

em sábado, 2 de outubro de 2010

Dom Dimas Lara, secretário da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB realiza, neste ano, a Campanha Um Milhão de Bíblias. “Esta campanha é um serviço, inserido no Projeto Brasil na Missão Continental, que a CNBB oferta a todos os regionais, dioceses, pastorais, organismos do povo de Deus, movimentos e outras associações da Igreja Católica em nosso País, bem como a todos os discípulos missionários, chamados a anunciar a boa nova de Jesus Cristo”, explica o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

Através da Campanha, a CNBB faz doação de um “kit de evangelização”, contendo uma Bíblia Sagrada - edição da CNBB, uma Bíblia infantil, o Pequeno Catecismo - Eu Creio, e o folheto ABC Leitura da Bíblia - iniciação à leitura da Bíblia. “Em sua essência, a campanha objetiva levar a Palavra de Deus aos irmãos e irmãs que não têm condições de comprar a Bíblia e outros materiais educativos de evangelização”, reforça Dom Dimas. E ele alerta: “a campanha não é uma simples ação de distribuição de Bíblias em comunidades carentes. Ela precisa estar inserida num adequado Projeto Diocesano de Evangelização”.

Para os regionais, dioceses, pastorais, organismos, movimentos e associações da Igreja, o preço do kit é de R$ 33,00. “Os fiéis que desejarem adquirir o kit para si deverão, obrigatoriamente, fazer a doação de um kit para a Campanha. Esta doação descaracteriza a operação de venda de produtos subvencionados”, explica o secretário da CNBB.

Todas as doações ou solicitações de kits da Campanha devem ser feitas junto à CNBB, em Brasília. Mais informações pelo telefone (61) 2103-8300, pelo e-mail minder@cnbb.org.br ou no site: www.cnbb.org.br.


 Fonte: www.arquidiocesedenatal.org.br
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Santo do dia - Santa Teresinha do Menino Jesus (de Lisieux)

em sexta-feira, 1 de outubro de 2010


A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade. Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997.

Fonte: www.paulinas.org.br
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