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Totus Tuus
Todos sabem que o amadíssimo Papa João Paulo II, beatificado no primeiro dia deste mês mariano, escolheu por mote do seu ministério a expressão latina “Totus Tuus”: Todo Teu. O que nem todos conhecem é a origem e o significado profundo que motivaram o Papa Polonês a fazer tal escolha. No livro “Dom e Mistério”, João Paulo II falou abertamente sobre o tema. Percorramos alguns trechos do escrito. Assim escreveu o Pontífice: “...no período em que ia-se configurando a minha vocação sacerdotal (...), meu modo de compreender o culto da mãe de Deus sofreu certa alteração. Estava já convencido de que Maria nos conduz a Cristo, mas, nesse período, comecei a compreender que também Cristo nos conduz a sua mãe. Houve um tempo em que, de certa forma, pus em discursão o meu culto por Maria... Foi então que veio em minha ajuda o livro de São Luiz Maria Grignon de Montfort, o ‘Tratado da Verdadeira devoção à Virgem Santa’. Nele encontrei a resposta às minhas perplexidades. Sim, Maria aproxima-nos de Cristo, conduz-nos a ele, com a condição de que se viva o seu mistério em Cristo” (Dom e Mistério, Paulinas 1997, pp. 37-38). Na continuação o Papa trata especialmente do lema “Totus Tuus”, que foi retirado do n. 233 do Tratado de Montfort, quando ele ensina um modo simples de renovar nossa total dependência de Jesus (chamada também de “escravidão de amor”) por meio de Maria com as seguintes palavras: “ Totus Tuus ego sum, et omnia mea tua sunt – Sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence, ó meu amável Jesus, por Maria, vossa Mãe Santíssima”.
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